As farinhas do Cerrado são ingredientes ricos em identidade cultural, sabor e valor nutricional. Produzidas a partir de frutos e sementes nativas, como baru, babaçu e jatobá, elas ampliam o repertório culinário, fortalecem a economia local e promovem uma alimentação mais sustentável. Saber como usar e armazenar corretamente essas farinhas é essencial para aproveitar todo o seu potencial.
Por que usar farinhas do Cerrado
Essas farinhas se destacam por:
- Alto teor de fibras e minerais;
- Perfil nutricional diferenciado;
- Sabor marcante, ideal para receitas criativas;
- Produção ligada a cadeias extrativistas sustentáveis.
Elas podem complementar ou substituir parcialmente farinhas tradicionais, trazendo textura e identidade regional às preparações.
Farinha de baru
Produzida a partir da castanha do baru torrada e moída, tem sabor levemente adocicado e amendoado.
Como usar:
- Em bolos, cookies e pães;
- Misturada a farinhas comuns (20% a 30% da receita);
- Em vitaminas, mingaus e granolas.
Destaque nutricional: rica em proteínas, ferro, zinco e gorduras boas.
Farinha de babaçu
Obtida da amêndoa do coco babaçu, possui sabor neutro e boa capacidade de absorção.
Como usar:
- Em pães e bolos rústicos;
- Como espessante para caldos e sopas;
- Em receitas sem glúten, combinada com outras farinhas.
Destaque nutricional: fonte de fibras e energia, com boa digestibilidade.
Farinha de jatobá
Feita da polpa seca do fruto do jatobá, tem sabor adocicado e aroma característico.
Como usar:
- Em mingaus, vitaminas e bebidas quentes;
- Em bolos simples, biscoitos e massas doces;
- Misturada a aveia ou farinha de arroz.
Destaque nutricional: rica em cálcio, ferro e fibras solúveis.
Como armazenar corretamente
Para preservar sabor e nutrientes:
- Armazene em potes herméticos, longe de luz e calor;
- Prefira locais frescos e secos;
- Após abrir, consuma em até 60 dias;
- Se possível, mantenha na geladeira para maior durabilidade.
Evite contato com umidade para prevenir mofo e perda de qualidade.
Receitas em que essas farinhas brilham
- Bolos rústicos e pães artesanais;
- Cookies e biscoitos funcionais;
- Mingaus e vitaminas nutritivas;
- Panquecas, waffles e massas alternativas;
- Espessamento natural de sopas e caldos.
A combinação dessas farinhas com ingredientes locais amplia ainda mais o valor gastronômico e cultural das receitas.
Conclusão
As farinhas de baru, babaçu e jatobá são verdadeiros tesouros do Cerrado. Incorporá-las à cozinha do dia a dia é uma forma de diversificar sabores, enriquecer a alimentação e apoiar práticas sustentáveis que valorizam a biodiversidade brasileira.
Fonte: Cerrado Temperado

