Durante séculos, as refeições foram momentos relativamente longos.
As pessoas sentavam à mesa, conversavam e dedicavam tempo ao ato de comer.
Hoje, a realidade é bastante diferente.
Muitas refeições acontecem em poucos minutos, entre tarefas, notificações e compromissos.
O problema é que o corpo continua precisando de tempo para reconhecer saciedade e processar adequadamente os alimentos.
Comer muito rápido reduz percepção dos sabores, dificulta digestão e aumenta a sensação de automatismo alimentar.
Além disso, a refeição deixa de ser uma experiência e se transforma apenas em mais uma atividade da agenda.
Resgatar momentos de alimentação mais tranquilos não significa viver sem pressa o tempo inteiro.
Mas significa reconhecer que algumas experiências merecem atenção completa.
E comer é uma delas.
Fonte: Cerrado Temperado

